16. Agosto 2017 - 14:00 até 17:00
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Defesa da Dissertação de Mestrado de Rafaela Correia | Mestrado em Educação Processos Formativos e Desigualdades Sociais FFP | Quarta, 16. Agosto 2017

TITULO: Tecendo encontros e ensaiando processos para estar juntos na educação: Entre uma professora transitante e outros desconhecidos.
BANCA: Anelice Ribetto (orientadora), Carlos Skliar (FLACSO); Rosimeri Dias (UERJ) e Cristiana Callai (UFF)
RESUMO:
Esta escrita-dissertação ensaia um narrar-compor de um processo de tessitura dos encontros entre uma professora transitante e outros desconhecidos. A intenção é tentar narrar implicadamente essas travessias, esses traçados, chamados de “compassos-descompassosatravessados” e que se criam nos encontros entre gentes (professores e alunos – as vezes chamados de pessoas com deficiências) atentos a afetação da vida. Um Encontro com o outro, nomeado Nickolas. Outro Encontro com o desconhecido e a imprevisibilidade de pessoas diagnosticadas no Transtorno do Espectro Autista. Um Outro Encontro e a produção de
experiências, conhecimentos e gestos comumente invisíveis na Sala de Recursos Multifuncionais. A escolha desta pesquisa se deu nas brechas e nas dobras de um movimento de vida, perpassados nos caminhos do trabalho docente e da entrada efetiva na rede pública de ensino. Os entre lugares e campos problemáticos que reverberam na pesquisa foram se apresentando transitórios dando um caráter de movimento e deslocamento de territórios
considerados confortáveis de escrita. Na perspectiva de transitar, adotamos uma política de escrita outra, assumindo outros modos de escrever-se e escrever-me, com a produção de cartas, presença de outras escritas poéticas, artísticas, musicais, imagéticas e fotográficas que ajudam a compor a experiência possível e principalmente, como me proponho a nomear o Caderno de escritas e deslocamentos, ferramenta importante na cartografia dos processos.
Um entre escrever, tocar-se, deslocar-se. Uma pesquisa e uma escrita outra, com atenção a um trabalho intimamente ligado a abertura do grau de visibilidade, com outros modos de ver,
sentir e conviver com aquele que vêm de um lugar onde a ausência os define. Pesquisar, contar de um outro lugar, a relação de alteridade que reverbera em gestos e que podem ser expressão desse “estar juntos” na educação.
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